19 de out de 2011

Crônicas do Dia a Dia: Seus olhos e seus olhares...


4:20: Eu acordei. Por que? Era para ter sido só 4:50. Dormi. De novo. 5:00. Acordei. Eu, meu telefone, um coração. Um coração apertado. É. Nervosismo, ansiedade. Arrumei tudo. Por último, meu copo de café. Então era: eu, uma mochila gigante, caixas e mais caixas e meu pai.
- Paaai, me dá R$2,00?
- Não já te dei ontem?
- Ah, pai. Mas vou ficar mais de doze horas na rua...
- Toma.
Toda enrolação dividida e saímos. Eu ainda precisava de mais uma caixa. O único local aberto: a padaria.
- Bom dia. Você tem uma caixa de papelão pra me dar? E, ah, me dá um real desse pão também.
Caixa comigo, pão também. Eu enrolada, e meu café acabou.
Chuva. Chuva. Caixas. Caixas de papelão. Molhar: eu ou as caixas, eis a questão.
O ônibus estava lá. Só me esperando. Valeu, M. Por não ter fechado a porta com minhas caixas lá fora. Valeu pai, por ter me ajudado a carregar aquilo ali. De noite. Dez, vinte, trinta minutos para eu me ajeitar...
Finalmente. Sentei. De tão nervosa, não cochilei. Lembrei das palavras que ouvi - ou seria li? - naquele dia antes. Obrigada!
Tudo montado? Tudo ok? Sim. Só começar. Eu primeiro? Sim. Vai dar tudo certo. Eu lembrava de ontem. Valeu.
Deu tudo, ou quase tudo, certo. Graças a mim, graças a nós, graças a todos.
As aulas, pareciam cinema. Filme no primeiro, segundo e terceiro tempo. Saí. Casa? Talvez. Não. Eu não ia conseguir descansar. Andei. Descansei. Precisava. Ir pra casa? Agora sim. Finalmente.
Alguns amigos. Três filas enormes. 18:00, e muita gente. Com certeza encontraria alguém, no meio daquela gente. 1 hora depois, finalmente indo para casa.
No caminho, um conhecido. Que talvez tenha retribuído um favor, algum dia. Depois, um conhecido, um colega melhor dizendo. Nenhuma palavra foi trocada. Apenas aqueles mesmos olhares, um sorriso tímido. Achei que tivesse sido para o nada. Mas, não foi. Um funk infernal. E eu ouvindo uma das minhas bandas favoritas. Estava bem. Cansada, mas bem. Sensação de dever cumprido.
Em casa, alguém se importou em perguntar como eu me saí. Bem, ninguém daqui. Mas, daí.
Fiquei feliz. Toda a força que tinha me dado, funcionou. Acreditei. Conversamos. Sobre tudo. Tudo e todos. Pelo menos, todos que interessavam.
As conversas me renderem: risadas, textos, vontades. E mais uma turbulência de coisas. Gostei de tudo. 
Precisamos sair. Saímos. Li. Jantei. Dormi.

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