16 de dez de 2010

Assim como a Natureza



Lá fora cai a chuva,que ao bater no chão vem outra por cima. Dentro de mim, cresce um amor, que se vai quando o outro chega. Lá fora, rios e rios correm. Aqui dentro, eles circulam com medo de sair. As trovoadas, nem me assusto mais. As guardo aqui dentro, com medo de soltá-las e magoar importantes pessoas - ou seriam coisas - que me importo.  Os raios vêm e vão. Caem aqui e caem ali. Às vezes sem querer caem sobre alguém - ou seria alguma coisa - e sem querer machucam muito. Grandes queimaduras, dificeis de curar. Mas já não me importo mais: Se as queimaduras feitas em mim, passaram, por que as que eu faço não passarão também?
Bom, de uma coisa eu tenho certeza: Essa força da natureza, que corre dentro de mim, é um ciclo, que nunca acaba. E, bom, o dia que acabar, eu hei de me preocupar. Afinal, se há tanto tempo estou assim, por que devo mudar? Paixões vêm e vão. A todo tempo. Amores, também. Amizades, creio que um dia podem passar. E então, esse é o ciclo do meu coração.


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