31 de ago de 2011

Um passado. Vários pontos de vista


20 de março de 2006

 Minha sexta série era a turma mais bagunceira, mas também a mais unida. Estudava com uma menina,  - não falava muito com ela - mas conversava com o irmão dela. Irmão esse que foi me conquistando cda vez mais. Até eu me pegar apaixonada por ele. Sabe aquele amigo que de alguma forma mexe lá dentro com você? A princípio, você não sabe o que é, mas depois, quando você se pega irritada - ou chateada - por que ele está beijando outra garota, você descobre imediatamente uma paixão.
A princípio achei que fosse coisa passageira. Mas dois anos se passaram e aquilo só foi aumentando. Eu até perdi as cointas de quantas noites eu chorei, chorei e chorei por uma paixão considerada impossível.
Sobre ele? Ah, ele é o garoto que tem todas as garotas que quiser. Faz o que quer, depois finge que não conhece mais. O mais doloroso disso tudo? Eu não tinha em mente falar com ele o que sentia, e ele me tratava como uma amiga. Melhor: uma irmã mais nova.

3 de junho de 2008

 No caminho para a escola estava chateada. Com vontade de chorar. Apenas isso. Involuntariamente as lágrimas caíram. Encontrei mas amigas e elas me distraíram. Sem eu perceber, de longe ele me olhava e via minhas lágrimas. Mais tarde, nesse mesmo dia, ele foi perguntar às meninas sobre o que era. Involuntariamente - ou não - elas disseram que era por ele.
No dia seguinte, tudo mudou: Decidi parar com isso, sentir novas coisas por outras pessoas.
O ignorei por dias, meses. Até ele chegar em mim e me pedir um beijo. Eu neguei, mas depois de algum tempo, cedi. No fundo, eu ainda sentia algo, só tinha me esquecido. E preferia que tivesse ficado escondido. Bem, não vou dizer que não gostei. Eu gostei. Mas queria não ter gostado. Revirou aquilo lá dentro. Remoeu por dias. Não chorei. Me prometi.

29 de janeiro de 2010
Mais de um ano se passou. Nós perdemos contato. Mudei de escola. Mudei de vida. Em quase dois anos, muita coisa muda. Eu comecei um namoro. Com alguém que não gosta muito dele. Mas, ele já era passado, estava esquecido.
Até o dia que recebi uma ligação. Ouvi um "alô. Sentiu saudades?" Na hora o coração acelerou de eu não saber quem era. Afinal, é estranho atender o telefone e ouvir isso. Quando o susto imediato passou, reconheci a voz. Me perguntei por que.
Descobri que era por nada. Conversei. Ignorei. Deixei passar. Passou.

31 de agosto de 2011
Hoje me pego escrevendo aqui. Lembrando - mais uma vez - o passado. Escrevendo sobre ele. Cada dia com uma visão diferente dele. Pontos de vista. É a vida, né. As coisas passam, ficam as lembranças, boas, ruins, de todo tipo.

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