7 de dez de 2012

a gente aprende


O tempo passa e a gente aprende tanta coisa. Tanta coisa boa. Tanta coisa inútil. Mas aprendemos. Passei quatro anos da minha vida aprendendo tanta coisa. Mas tanta coisa, que teoricamente eu não vou usar. Afinal, lecionar não é mais o que eu quero. Mas teoricamente, eu tenho competência para lecionar. Na prática, eu bem sei que não. Mas entre tantos estágios, eventos, museus, sescs e afins, eu aprendi a lidar com gente. A entender as pessoas. A dar tempo e ouvidos às crianças. Aos jovens, e aos adultos. Saibam eles ou não ler. Aprendi que para se dar uma aula, não é só planejar: é também amar. E que se você fizer por fazer, você não se prejudica. Mas prejudica tantas pessoas que estejam ali na sua frente, ouvindo um discurso muitas vezes chatos.
Aprendi, ou melhor: descobri tanta coisa como quanto os museus são mágicos, descobri o povo que viveu no Brasil antes dos índios. Descobri lugares antes desconhecidos, e escondidos e pessoas que não vou mais voltar a ver, mas que são inesquecíveis. Pessoas que me ensinaram coisas que eu não lembro e ensinamentos que aprendi com quem não lembro.
Descobri paixão por museu, por livros e até pelo passado.
E nesse meio tempo, descobri que não posso dar aula: eu não gosto. Mas entendi por que eu suportei quatro anos para "desistir": eu ainda vou lidar com pessoas. E então, o que eu aprendi não é inútil.

Esses anos descobri que a gente aprende. E nada é em vão. Um dia, mais cedo ou mais tarde, todos os nossos aprendizados são úteis. Mesmo que inconscientemente. 

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