17 de dez de 2012

das pessoas que aparecem e somem por aí



Esse fim de semana foi meio sem-parar: sexta uma formatura para cobrir, sábado a minha e no dormindo (talvez o melhor dia): Arte Total (não sabe o que é? vem aqui, ó). Mas durante a formatura, eu fui me lembrando das pessoas que sabiam dos meus "perrengues" e desesperos para estar lá naquela quadra quente. Das pessoas que sabiam e eu já conhecia, até esperava ouvir um "mas você vai conseguir" e coisas assim. O que eu quero dizer, é que nessa bagunça toda, em meio de lágrimas e sorrisos, eu conheci alguém, quer dizer: alguém me conheceu. Na precisão desesperada de desabafar, um então desconhecido,que eu percebia, me observava de longe a dias, percebeu minha tristeza naquele dia, e me perguntou "tudo bem?" e eu disse: mais ou menos. Naquele dia a gente conversou sobre tudo. Ok. No outro dia, eu com 300mil problemas para resolver, e ele disse: "eu sei que você vai conseguir" e disse mais: "quando chegar em casa, pode ir fazendo tudo que você tem que fazer e deixar a preguiça pra lá". E eu inconscientemente, 'obedeci'. E resolvi metade dos meus problemas.
E todo dia em que o desespero batia, o destino nos encontrava, e eu ouvia um até então desconhecido, dizendo que eu ia conseguir me formar, e ia sim! ser uma ótima fotógrafa. E eu me perguntava: "será que ele entendeu que a minha formação é para professores?" E ele havia entendido. E entendeu também a minha vontade de não dar aula só por um salário fixo.
No dia do resultado, minha aflição foi imensa. E quando eu descobri que tudo havia corrido bem, eu só pensava que a história do plano B tinha ido pro ralo. Fiquei feliz e depois de um tempo, queria falar com aquele ser que acreditou em mim. De alguma forma. E ele, puft! sumiu. De vê-lo quase todos os dias da semana, passei a vê-lo nenhum. E eu acredito que isso foi importante pra mim. E agradecê-lo? Só por pensamento.
E as pessoas continuam: aparecendo e desaparecendo e sendo importantes de alguma forma.

Um comentário:

  1. Estava aqui no seu blog, faz um tempinho. Mais ou menos, meia hora. E achei este desabafo. Sim! É um desabafo, e caramba, expressei tudo que senti com essa palavra tão pequena:"Nossa!"
    "E as pessoas continuam: aparecendo e desaparecendo e sendo importantes de alguma forma." Me sinto tão assim. As pessoas não precisam estar sempre conosco na forma física, basta estar perto da gente por pensamento. Uma vez disse a uma amiga: "O que nos une é o pensamento." E sabe, Paula, nós brigamos. E ela nunca mais me aceitou. Ela mora longe daqui, mas eu a sinto tão perto a cada dia que acordo.
    Parabéns por tão bem me expressar!

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