22 de set de 2012

Abre Aspas: Nada é eterno


Ela vivia feliz, levava uma vida boa dentro das normalidades para uma garota da sua idade. Era a princesa do papai e da mamãe. Mas o tempo passou tão rápido, que de repente se deparou com uma menina madura. Uma menina que estava crescendo e sentia necessidade de ampliar seus horizontes.

Diante do tal amadurecimento as coisas mudaram. Roupas, amigos, pensamentos, paixões... Até que surgiu seu primeiro namorado. O primeiro encontro foi uma maravilha. O início do namoro foi perfeito e o sentimento em relação a ele crescia cada dia mais.

O relacionamento fluiu bem. Ela o amava e não tinha dúvidas se o sentimento era correspondido. Os anos se passaram e ambos foram amadurecendo cada um ao seu modo. Cada um com seus anseios, que hora eram incomum hora eram totalmente contrários.

Os anos se passaram com um relacionamento perfeito, mas não demorou muito para que as brigas e as ofensas se tornassem parte do relacionamento. Toda vez que isso acontecia os dois sofriam muito. Não se sabe ao certo se sofriam com a mesma intensidade, mas sofriam...

Ela, com sua maturidade e com o seu desenvolvimento precoce ficou de mãos atadas diante da situação. Sabia que deveria ser tomada alguma atitude, mas qual? Deixar o seu amor partir sem ao menos se esforçar para modificar a situação, para tê-lo por perto? E ele, não iria fazer nada?

Entre tantas confusões, desentendimentos e dúvidas o casal se deparou com dois estranhos. Ela tinha sonhos, metas, objetivos. Estava se doando ao máximo para alcançá-los. Ele, por sua vez, se tornou um estranho. Um estranho que ela não conhecia os sonhos, os planos e nem sabia se estava incluída neles.

O fim foi inevitável. Um término brusco, agressivo. Ela ficou se sentindo como se tivesse perdido uma parte de si, pois quando ele partiu levou uma grande parte da história, levou o que ela tinha sido até agora e abriu um buraco em seu peito.

O relacionamento acabou? Sim. E o amor? Ah... esse reinava impetuoso. Cada gesto, música, pessoa a faz lembrar dele. Lembrar de como um dia tudo foi e lembrar de como tudo terminou: sem uma explicação óbvia, com várias lacunas pelo meio do caminho.

Ok! Não deu certo, a ferida ainda está aberta e dói, dói de verdade. Mas um dia isso passa e ela será feliz novamente, pois se a alegria não foi eterna o sofrimento também não será.
Fecha Aspas
StephanyCruz

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