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30 de ago. de 2012

tudo faz parte


Acho que nunca vou parar de falar do quanto a vida começou a me cobrar adulta de repente. E talvez fale mais ainda quando alguém vem compartilhar essa mesma sensação comigo... 
É bom perceber que não estamos sozinhos nessa questão: Os anos passam (rápidos demais), começamos a sonhar maior, e percebemos então que temos que ir, nós mesmos, atrás deles. As vezes achamos alguém para seguir com a gente, as vezes não, mas no fundo (e na superfície também) só depende de nós mesmos. 

Um emprego acaba não sendo mais sonho para ter mundos de balas. Se transforma em meio de sobreviver. Começam a aparecer contas, e, se você não se destacar, elas só vão chegar. Você começa a ser cobrado duas vezes mais e só tem um tempo para resolver tudo. O mundo começa a te sufocar e você não sabe por onde começar tudo que tem que acabar. 

Opa, desabafei. Sabe, as vezes me basta uma conversa e um elogio para desencadear as palavras que guardei lá dentro. Bem no fundo. Para eu esquecer mesmo. E, de repente, elas resolvem sair. É um peso a menos.

E aí, a gente agradece aquela amiga que a gente ganhou com o namorado, rs. Agradece por alguém te chamar pra dizer isso. Pra mostrar que não somos só nós com esses problemas, e que então, isso tudo faz parte. 

texto em partes da Melissa :)

7 de dez. de 2011

Tudo em um ano!


Em um ano, eu conheci novas pessoas. Briguei com as antigas. Sofri a consequência dos meus atos - ou ainda vou sofrer -, fui eu mesma e não me importei com o que pensariam. Pensei nessa parte, justamente por causa de amizades.

Vivi a maior parte do jeito que eu quis. Ri de coisas sem graças, odiei uma piada. Não me importei com nada. Me apaixonei. Me apaixonei de novo. Relembrei o passado, e chorei com ele. Fui forte - ou pelo menos fingi bem. Aturei o que não queria, gritei pelo que quis. 
Chorei sem razão, mas também chorei com muita razão. Quis mais do que poderia ter. Joguei tudo pro alto nas horas certas - e nas erradas também.

Arrisquei. Vivi cada dia como se fosse meu último. E ainda vou viver: um dia vai ser, certo?!
Por isso disse quando amei, disse quando odiei. Posso não ter dito quando senti, mas senti. Descobri que meu travesseiro sabe mais de tudo do que de todos. 

Me fechei nos momentos que achei preciso, por achar que eu estava sozinha. Às vezes ainda acho. Mas no fim da noite, sempre acabava de baixo do meu travesseiro, expulsando as lágrimas antes de dormir.
Descobri que consegui amigos em muito pouco tempo, e que com os amigos de muito tempo, talvez não tenha conseguido uma amizade. 
Fiz minhas burradas, mas também tive meus acertos. Não perdi ninguém. Mas estou com medo de perder.
Confiei mais em mim, menos nas pessoas. Conheci novas músicas, descobri novas paixões. Achei um novo hobby...
Li, vi, presenciei coisas que me fizeram pensar. Aliás, mudei meus pensamentos e opniões. Milhares de vezes.
Descobri que por um tempo, pensei covardemente. Mas agora não penso mais. Pelo menos não nesse assunto.

Saquei que a vida não é de algodão doce. Descobri que um ano pode ser ótimo para alguns e péssimo para outros. Mas percebi também que você pode fazer seu ano ser bom. Ou ruim também: Seu futuro é algo que você faz. É consequência do seu presente.
Descobri que, mesmo você não querendo, e se achando esperto o bastante, oportunidades vão passar e você nem vai ver. 
Isso tudo em um ano... Quanta coisa! E ele parece que correu tão rápido. É. Correu.

Descobri que O Tempo é um catalizador de mudanças tão poderoso...  e que Quanto mais você trabalhar, mais sorte você tem. Dentre essas, outras frases de quem adimiro e me fizeram pensar.

Agora? É esperar o ano que vem, para viver tudo de novo, conhecer mais da vida lá fora. Errar, mas também acertar. Sorrir, mas também chorar. E todas essas outras coisas clichês que eu, você, ela e ele sabemos...
Tudo em mais um ano!

22 de set. de 2011

Crônicas do Dia a Dia: Um joguinho, um violão


É sério que hoje tem treino, e está sem água? Foi uma das primeiras coisas que eu pensei. Mas acordei disposta a ir. Daí, foi fazer as coisas e ir. Fui, e no caminho encontrei o Douglas, e a primeira coisa - depois de me chamar de "feinha" - esse foi o apelido que ele me colocou, vai saber por que, né?! - - foi dizer:
- Cara, tou vendo tudo rodando e escurecendo às vezes
- Por que? Sono?
- Não. Umas coisas que tou tomando.
- Tipo o que?
- Umas coisas de músculo. Só que era pra eu tomar um - ou dois - e eu tomei três - ou quatro - e o pior: não tou vendo diferença.
- E você acha isso bonito?
- Só queria um resultado, né?!
A conversa mudou o rumo, e eu segui meu destino ao treino. Cheguei atrasada - pra variar - e todos estavam no bebedouro. Subi com todo mundo, com uma única diferença: eu era a única de mochila.
A Ana me mostrou algo(s) e eu obsevei. Sim, chamava atenção.
Rolamos um jogo. E para completar o um time, entrou o professor e o menino - que tocava violão ali fora da quadra - pra jogar.
Depois de duas partidas de 25 interrompidas por que ninguém contava os pontos, fizemos uma de cinco, e lembramos de contar. Não lembro quem ganhou, mas depois, iamos ver filme com o pessoal do segundo tempo. Fomos nos trocar e quando estávamos indo, o filme acabou. Fui trocar de roupa novamente, porque estava calor. Como as aulas só começavam às 2 da tarde, ficamos enrolando lá no portão. Depois, o menino lá do violão - não sei o nome dele até hoje - chegou lá. Conversamos sobre música, e ficamos lá. Cantando, cantando - até eu me arrisquei - Contei dos meu "defuntos" preferidos, e eles só acreditaram mesmo quando cheguei em Imagine no Jhon Lennon.
Fomos pegar uns papéis lá em cima, e um vento -muito mal, por sinal - bateu e me fez ficar envergonhada. É que às vezes me esqueço que ventos são inimigos mortais do uniforme.
Deu uma hora, e meio dia e vinte eu tinha combinado - nada muito certo - com o Douglas, daí, fui embora mais tarde mesmo. Debaixo de um vento, mas fui. Cheguei mais tarde, nada que me impedisse de entrar. Esperei uns dez minutos, e fui fazer aquela prova. Dos textos da parte de português, teve um que me agradou bastante para voltar a escrever sobre crônicas.
Depois da prova, fui comer minha - merecida - pipoca e fui em casa. Lembrei que tinha que resolver estágios. Saí de casa, e fui lá quase a toa. Afinal, o tio do sorvete estava por lá, e, um sorvete é sempre bom.
Na padaria, o pão ainda estava no forno, e a senhora, apontou para o pão doce e disse: eu quero um real desse e do outro separado. Daí, o menino foi, separou um real do pão doce, e assim que ficou pronto, o um real do francês. Bem, ela tinha dito isso. Quando, lhe foi entregue a sacola com os pães, ela disse:
- Mas eu não quero pão doce. Quem te falou que eu quero pão doce?! Eu quero dois reais de pão francês, mas um real em cada sacola.
Eu olhei para a senhora, para o menino, ele fez cara de confuso e foi - simpáticamente - trocar o pão.
Lanchei. Tomei meu banho. Relaxei. Fui trabalhar. Não tinha aluno. Deitei no sofá.
Depois de cinco minutos deitada, ouvindo minha música e ninguém me chamou, estranhei. Mas continuei. 
Algumas discussões depois - para estragar aquele dia tranquilo que tive - , fui pro quarto. Fui na cozinha. Parecia um zumbi. Consegui finalmente usar o que por direito era meu. Escrevi, escrevi, li, escrevi. Lembrei, pensei, conversei. Tantas coisas.
E no fim do dia, o de sempre: Me esqueci das partes ruins. Lembrei apenas das boas. E tinha aquela certeza de sempre: amanhã, será melhor do que hoje.